Um estudo recente e detalhado realizado pela Turivius (analisando dados entre 2022 e 2025) trouxe um alerta máximo para os Diretores Financeiros (CFOs) e gestores de risco: a estratégia de ir a tribunal “para ver no que dá” está a destruir a tesouraria das empresas.

Muitos empresários e administradores ainda tratam o litígio como uma fatalidade e operam de forma reativa. Contudo, os dados comprovam que o ambiente jurídico está muito mais punitivo e exige uma gestão de risco baseada em evidências.

Os Dados Críticos do Estudo

  • Taxa de Derrota Absoluta: 74% das decisões judiciais contra empresas resultam efetivamente em condenação.

  • Explosão dos Custos: O valor médio das indemnizações disparou de R$ 15 mil (em 2018) para R$ 87 mil em 2026 — um crescimento alarmante de 480% em menos de uma década.

  • O Fator LGPD: Os processos que envolvem proteção de dados já representam 10% da amostra e mostram uma tendência forte de inversão do ónus da prova. O foco do tribunal passou a ser punir a ausência de políticas efetivas de segurança.

O Lucro da Prevenção e dos Dados

O estudo consolida uma máxima no mercado corporativo atual: “litigar sem dados virou exceção”. A empresa não pode ser refém da intuição.

Para blindar a operação e proteger o caixa, as administrações precisam atuar em duas frentes vitais:

  1. Gestão de Risco de Terceiros (Third-Party Risk): A sua empresa é tão segura quanto os seus fornecedores. A orientação é rever contratos de forma a incluir auditorias periódicas, SLAs rigorosos e, sobretudo, cláusulas de indemnidade robustas (garantindo que o parceiro paga a conta se a falha for originada por ele).

  2. Provas de Compliance: Não basta ter boas práticas; o programa de integridade tem de gerar provas documentais no dia a dia. Quando ocorre a inversão do ónus da prova, a empresa que não apresenta registos e evidências da sua gestão entra na sala de audiências já derrotada.

Fonte: Portal Análise Editorial